Ok, meu natal se resumiu a três filmes que aluguei…
Married Life – nota 5
Good Women – nota 8.5
Dogville – nota 10, e pra falar a verdade o melhor filme que já assisti na vida.
Eu sou bem eclética quando se fala de filmes, porém, adoro um filme que perturba a alma e o coração. Um amigo já havia me recomendado esse filme há dois anos, mas eu nunca tinha dado muita atenção.
Ontem quando fui a locadora alugar filmes, percebi que os mais recente eu já tinha visto quase todos, então fui na parte de drama em ordem alfabética procurar filmes velhos que por algum motivo tive vontade de assistir mas nunca tinha visto, foi quando cruzei com Dogville.
O que eu mais gostei a respeito do filme foi a característica perturbadora dele. Não li muito a respeito do filme, mas acho que foi um filme com pouco recurso financeiro, pois tudo se passa num cenário bem simples, como se fosse um teatro, mas em vez de estar lá ao vivo, a peça foi filmada.
No começo do filme não dá muito para sacar o que está acontecendo, depois com o aparecimento de uma estranha numa cidade bem pacata história começa a se desenvolver, mas sem muito saber para onde. O filme é divido em prólogo e capítulos.
No começo do filme, a cidade de 15 cidadãos que não aceitam a intrusa, aos poucos ela consegue conquistar a cidade. Ela é uma fugitiva e consegue convencer a pequena cidade a acolher-la. No começo mesmo com muita resistência, ninguém aceita a ajuda da moça que se mostra tão submissa, contudo, depois de algum tempo a cidade parece depender da ajuda de Nicole Kidman, no filme chamada Grace.
A cidade de Dogville parece depender da moça, ao ponto de acorrenta-la subseqüente a tentativa de fuga da moça. Sem contar que a cidade inteira a estupra. Ela parece estar apaixonada pelo moço, Tom Edson, um filósofo amador, que mantém seu ego em troca de influenciar a cidade de ignorantes.
Já do meio para o fim, eu me peguei confusa em tentar decifrar se realmente existia amor entre os dois, ou se Tom era apenas mais um dos que tentavam abusar da pobre, mas não tão pobre moça.
No final, a cidade se convence que a melhor coisa a fazer é entrega-la a polícia, o contrário do que eles tinham feito até o momento, pois estava escondendo-a.
Quando as pessoas que a procuravam chegam a cidade, é que o filme começa a fazer sentido. Ela era filha de um mafioso, e repugnava a vida do pai. Mas perto do final do filme, ela reconhece que a barbaridade do pai não era nada pior do que a barbaridade dos pobres ignorantes de Dogville. O filme acaba, com a gangue do mafioso assassinando todos da cidade, inclusive ela matando Tom.
Se você me acha estranha por ter amado esse filme, eu não te culpo, mas te digo que faz muito bem assistir a algo perturbador que te tire da sua zona de conforto e que te faça repugnar o seu próprio gosto – de filmes, pelo menos para mim.